Lula demite presidente e diretor dos Correios (apadrinhados do PMDB)

O novo presidente dos Correios será David José de Mattos.

‘Só Deus vai me tirar da vida pública quando Ele desejar’, diz Maluf

Deputado federal garantiu que não tem condenação definitiva e disse confiar no TRE paulista

27 de julho de 2010 | 15h 05

Instituto lança site para candidatos ficha limpa

André Mascarenhas

O Instituto Ethos lança amanhã (29) um site para que os eleitores possam verificar quem são os candidatos com a ficha limpa. Com participação voluntária, o sistema exigirá um compromisso dos políticos cadastrados com o cumprimento da Lei Complementar nº 135, a chamada Lei da Ficha Limpa. A iniciativa está aberta para candidatos à Câmara dos Deputados, ao Senado, aos governos Estaduais e à Presidência da República.

Presidenciáveis receberão propostas sobre habitação em setembro

Roberto Almeida

O Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (Fnshdu) entrega no início de setembro um documento aos três presidenciáveis com propostas para a área de moradia. A intenção é aperfeiçoar o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

A base para as demandas do fórum é a Agenda Nacional de Habitação, documento que pede revisão os valores das unidades habitacionais. O texto afirma que deve haver uma acréscimo de 35% para imóveis em regiões metropolitanas – hoje ao custo de R$ 52 mil – para chegar “no mínimo” a R$ 70 mil.

Nos demais municípios, o valor deve ser acrescido em 25% e atingir, no mínimo, R$ 53 mil. A preocupação é de prevenir o inchaço populacional em regiões carentes de infraestrutura e garantir que novos imóveis sejam construídos em áreas mais próximas dos centros urbanos.

Início do conteúdo ‘Está cheio de estradas da morte’, diz Serra

Ao criticar modelo federal para rodovias, tucano aponta loteamento político no DNIT

29 de julho de 2010 | 0h 00

Deputados de SP dobram patrimônio

Dados do TSE mostram que os 65 parlamentares que vão disputar reeleição declararam soma de bens 115% maior do que em 2006

28 de julho de 2010 | 0h 00

Serra e Dilma intensificam críticas

Sucessão. Presidenciáveis do PSDB e PT têm ajustado o discurso de acordo com a plateia, não apenas ao fazer promessas, mas ao relacionar o adversário a riscos de retrocessos sociais, econômicos e institucionais propagados como verdades absolutas por ambos

28 de julho de 2010 | 0h 00

A parte do PT das Farc !

Raul Christiano

Quem já militou nos movimentos de esquerda, para resgatar o regime democrático para o Brasil, pode refletir de outras maneiras as acusações reincidentes sobre as ligações do PT com as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Enquanto é notória a tentativa de relacionar essa história com a biografia da candidata petista Dilma Rousseff, por causa da sua militância como guerrilheira e a luta armada nos anos 60, estou preocupado com o espírito anti-democrático de parcelas dirigentes do PT e com o narco-terrorismo das Farc. A influência desses petistas na hipótese de um governo de Dilma fomenta o temor de todos quantos defendem como eu a democracia, com eleições livres e limpas, sem espaço para totalitarismos.

O atual governo federal do PT conduz a política externa de maneira ideologizada, sendo bastante leniente com governantes que tendem eliminar as distinções entre o Estado e a sociedade, insistindo em politizar todas as relações sociais. Os petistas que comandam essa linha querem mobilizar a militância partidária com um discurso de esquerda nostálgico, mas atrasado faz muitos anos, para tentar compor um verdadeiro espírito de guerrilha eleitoral, que está mais para o banditismo político, do que para a civilidade política experimentada na democracia.

Não acho que o candidato a vice-presidente de José Serra, deputado Índio da Costa, esteja exagerando ao pautar a ideologização da campanha atual. Também discordo que essa denúncia requentada de Índio seja responsável pelo rebaixamento do nível da campanha, enquanto as ideias e propostas são impedidas de chegar ao conhecimento geral do povo brasileiro, porque o horário eleitoral nas emissoras de rádio e TV começarão apenas na segunda quinzena de agosto e a candidata do PT esteja fugindo dos debates como o vampiro foge da claridade.

O PT reacionário a Lula repete neste momento a história do lobo em pele de cordeiro. O PT sempre se posicionou contra a atual Constituição Brasileira Cidadã, o Plano Real de estabilização da economia, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef de desenvolvimento da educação e valorização do magistério etc. O PT recuou estrategicamente quando foi convencido por marqueteiros eleitorais de que deveria produzir uma Carta ao Povo Brasileiro, reconhecendo os avanços econômicos e sociais, para ajudar a eleger Lula depois de três disputas presidenciais sem sucesso.

Vale muito a relembrança de Índio da Costa sobre a ligação das Farc com o PT, justamente porque Dilma é vulnerável ao esquerdismo, retrato de uma época, mas que uma parte influente do PT no atual governo federal do Brasil tenta reacender valorizando relações internacionais com Nações comandadas por ditadores. Observe que Dilma atribui essa polêmica a um pretenso baixo nível da campanha, mas não diz uma palavra sequer que desminta seus opositores ou negue as ligações do seu PT com as Farc, que atualmente são uma força ligada ao narcotráfico.

Não dá para ficar inerte diante desses fatos amplamente divulgados pela imprensa nacional e estrangeira, bem como pelas últimas tentativas desse governo petista, com a censura à imprensa, ao Ministério Público e a todas as iniciativas livres da sociedade!

Fonte: Blog do Raul Christiano

Serra sinaliza que irá rever trem-bala e que fará 300 quilômetros de metrô

GABRIELA GUERREIRO
ENVIADA A PALMAS

O candidato José Serra (PSDB) sinalizou nesta terça-feira que, se for eleito, vai rever a criação do trem-bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. O tucano disse que, com os gastos da construção do trem, o governo federal poderia finalizar a ferrovia Norte-Sul, construir a rodovia Transnordestina, a rodovia Campinas-São Paulo (passando por Viracopos), além de 300 quilômetros de metrô nas principais capitais brasileiras.

“É preciso que o país debata se vale a pena fazer 300 quilômetros de metrô, mais Campinas-São Paulo, mais Norte-Sul e Transnordestina ou faça o trem-bala”, disse.

Serra disse que pretende discutir o tema durante a campanha eleitoral. “Estou aberto para o debate, para ouvir os argumentos contrários. Se me convencerem, tudo bem. Se me convencerem do outro lado, melhor.”

O tucano afirmou que, apesar de estar estimado em R$ 35 bilhões, o trem-bala vai chegar ao custo de R$ 50 bilhões para o governo federal. “Não tem demanda, o trem não transporta carga. O governo vai ter que dar todo o dinheiro.”

ESCOLAS

Durante sua visita a Palmas, Serra ficou irritado ao ser questionado sobre a construção de escolas durante sua gestão no governo de São Paulo. O candidato disse não ser verdadeira a informação de que apenas 104 escolas públicas foram concluídas durante o seu governo, embora o Estado tenha cerca de cinco mil.

“Sua informação não é correta. São Paulo já tinha escola para todo mundo. Não tem aumento mais da população escolar.”

O candidato também disse que, na sua gestão em SP, não loteou os órgãos com indicações políticas – prática que ele diz ser comum no governo federal. “Quando você loteia os órgãos estatais entre partidos, grupos de deputados, você acaba fomentando a corrupção. Quando algum grupo indica diretor financeiro de uma empresa estatal, para que eles querem isso?”, questionou.

E Plínio defende maconha, casamento gay, aborto…

Entre outras declarações de peso, o veterano postulante ao Palácio do Planalto disse que, se eleito, vai permitir a “indústria da maconha” no País.

Agências – 27/7/2010 – 23h06

Maluf no páreo: ‘Só Deus vai me tirar da vida pública’

Deputado reitera que não tem condenação e que continua candidato.

Agência Estado – 27/7/2010 – 23h04

Pesquisas eleitorais ainda incipientes

Início do horário eleitoral gratuito modificará os resultados apurados por institutos.

Mário Tonocchi – 27/7/2010 – 23h10

Serra aponta solução para déficit aeroportuário

Mário Tonocchi – 26/7/2010 – 23h06

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse ontem, em encontro com empresários, que vai privatizar os aeroportos brasileiros mais rentáveis, se eleito. Conceder operações dos terminais à iniciativa privada, segundo ele, é a melhor saída para acabar com a ineficiência e a falta de infraestrutura do atual transporte aéreo. “Terminal aeroportuário é um shopping center que, por acaso, recebe pousos e decolagens. Deve ser cuidado pela iniciativa privada.”

Serra afirmou que  foi candidata do PT, Dilma Rousseff, quem bloqueou a privatização dos aeroportos de Viracopos, em Campinas, do Galeão, no Rio de Janeiro e de Cumbica, em Guarulhos, no ano passado. Isso, mesmo depois de o Conselho Nacional de Desestatização publicar resolução autorizando a privatização. “É uma questão ideológica.”

O tucano participou de um almoço debate com cerca de 450 empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide). Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Alencar Burti, é importante saber que o candidato  tucano tem propostas concretas para atuar nos problemas de infraestrutura brasileira. “Mais que isso, é importante que as pessoas se organizem para cobrar que as promessas feitas em campanha sejam efetivamente cumpridas”, afirmou.

Cenário atual – Serra observou que o Brasil vive, neste momento, um processo de desindustrialização e um retorno a uma economia voltada para a exportação de produtos primários: “Não há economia no mundo que possa ser sustentada apenas com a exportação de commodities”. Segundo ele, a principal evidência da desindustrialização está na invasão dos produtos chineses, principalmente nas áreas têxteis e de calçados. Serra também criticou o que chamou de “tripé ruim” da economia brasileira: taxas básicas de juros “maiores do mundo”; maior carga tributária planetária entre os países em desenvolvimento; e falta de investimentos do poder público na economia. E apontou o fato de o País não ter política robusta para o comércio exterior. “Não temos tratados.”

Política externa – Serra ainda criticou a política externa brasileira. Para ele, as ações do Brasil no setor durante o governo Lula se basearam exclusivamente em interesses econômicos. “Tivemos uma política de ‘negócios são negócios’”, afirmou o candidato. Vale lembrar que a frase “negócios são negócios” foi proferida, recentemente, pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guiné Equatorial.
José Serra criticou as relações do Brasil com países sul-americanos e com a China. “Estamos fazendo filantropia com o Paraguai e com o Uruguai. Com a China, só fizemos concessões”, afirmou.

O presidenciável tucano também voltou suas críticas às relações do governo brasileiro com Cuba, dizendo: “É amigo de Cuba? Tudo bem. Mas então que use isso para soltar os presos políticos.”

Segundo ele, o PT, por ser um partido homogêneo, usa a política externa para agradar a determinados setores do partido. O candidato do PSDB voltou a dizer que o PT tem relações com as Farc, mas dessa vez recorreu a um raciocínio diferente. “Todo mundo sabe que existe uma simpatia pelo [Hugo] Chávez [presidente da Venezuela]. Ele abriga as Farc”, afirmou. E acrescentou, com ironia: “até as árvores da Floresta Amazônica sabem que a Venezuela abriga as Farc”.

MST – O presidenciável criticou ainda a ligação do MST com o PT e com o governo federal. Para ele, o grupo é formado por “revolucionários socialistas” que, por serem um movimento social, devem se manter ativos, sem o dinheiro governamental transferido a eles por ONGs.
“O dinheiro do governo vem do bolso dos contribuintes. É para investir em questões que envolvam o interesse das pessoas: saúde, educação, cultura. Dar dinheiro por motivação política não faz parte das funções do governo”, defendeu.

No dia 9 de julho, João Pedro Stédile, um dos fundadores do MST, afirmou, em entrevista à Reuters, que a vitória de Dilma vai fortalecer o movimento. Por outro lado, “se o Serra ganhar, será a hegemonia total do agronegócio. Será o pior dos mundos. Haverá mais repressão e, por isso, tensão maior no campo. A vitória dele é a derrota dos movimentos sociais”.

O tucano fez questão de deixar claro que sua afirmação sobre um possível aumento das invasões de terras com Dilma não é resultado de uma análise sua. “Foi o Stédile que disse isso, eu li isso”, explicou Serra. (com Folhapress)

Bornhausen: é hora de alternar o poder

Deputado catarinense conclama empresários a enfrentarem ‘o aparato do Estado’.
Geriane Oliveira – 26/7/2010 – 22h43
Patricia Cruz/LUZ
Plenária da ACSP: Carlos Monteiro, Chapina e Paulo Bornhausen.

A alternância do poder e a maior participação do empresariado no Congresso Nacional garantem o funcionamento da democracia brasileira. O alerta fez parte do discurso do deputado federal e candidato à reeleição  pelo estado de Santa Catarina, Paulo Bornhausen (DEM),  durante reunião plenária da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada ontem.”O quadro é de uma eleição decisiva e chegou a hora da alternância do poder. Ela é fundamental para oxigenar a democracia, sendo o caminho mais seguro para o País”, disse. De acordo com  o deputado que tenta a quarta eleição por Santa Catarina, o próximo governo já conta com uma pré-pauta definida e o futuro do País depende da colaboração do empresariado. “Não é hora de falar em reformas que não aconteceram, mas em mudanças. O próximo governo já tem até uma agenda montada com questões como a redução da jornada de trabalho e a revisão dos financiamentos concedidos pelo BNDES. Cabe a nós fixar as metas agora, trazendo novas propostas para o Brasil avançar. E isso só é possível com a maior presença dessa classe coletiva no Congresso Nacional, que é o local da construção ou da desconstrução do Brasil. Não tenham medo de enfrentar o aparato do Estado”, salientou ele, que é pai de três filhos e se proclama devoto de Santo Expedito.

Patricia Cruz/LUZ
Solimeo alerta para mudanças na lei.

Na esteira dos assuntos levantados por Bornhausen em sua passagem pela ACSP,  com mais de 60 empresários, além de lideranças do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor, o debate político tomou o rumo das questões puramente econômicas.Atentos – O presidente do Sindicato das Empresas de Contabilidade  (Sescon) e da Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de São Paulo (Aescon) e vice-presidente da ACSP, José Maria Chapina Alcazar, que estava entre os integrantes da mesa presidida por outro vice-presidente da entidade, Carlos Roberto Pinto Monteiro, apontou a necessidade de acompanhar de perto as mudanças legislativas, sobretudo aquelas que se referem a setores empresariais como o varejo. “Precisamos ficar bastante atentos e nos articularmos melhor junto aos legisladores porque está havendo uma sistematização de fiscalização e multas sobre comércio. Um exemplo é a nova lei que determina manter o Código de Defesa do Consumidor nas lojas”, lembrou.

O superintendente de economia da ACSP, Marcel Solimeo, trouxe alguns dados sobre o cenário econômico de consumo e reforçou a preocupação destacada por Alcazar. “Apesar de os indicadores apontarem para uma desaceleração, o cenário de vendas para o segundo semestre deve ser relativamente  tranquilo porque temos um mercado forte de emprego e renda e não há sintoma de explosão de inadimplência. Já a questão dos novos projetos de lei em defesa do consumidor é  preocupante porque tais mudanças estão pesando mais para os comerciantes. Por isso, é necessário avaliar as propostas dos presidenciáveis para o setor”, alertou  Solimeo.

Tuma Júnior recebe ajuda para mudança de volta para SP

VANNILDO MENDES – Agência Estado

Demitido há mais de um mês do cargo de secretário nacional de Justiça, por suspeita de envolvimento com o contrabandista chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, o delegado Romeu Tuma Júnior, da Polícia Civil de São Paulo, recebeu uma ajuda de R$ 11,2 mil para levar a mudança de volta para a casa.

Falta sensibilidade ambiental à Dilma, diz Graziano

ANNE WARTH – Agência Estado

O coordenador da campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República, Xico Graziano, acusou hoje a candidata Dilma Rousseff (PT) de “insensibilidade ambiental”. “É lamentável você pensar em governar um País sem visão ambientalista, de sustentabilidade”, disse, durante um debate sobre saneamento básico promovido pelo Instituto Trata Brasil, em São Paulo.

Para Serra, Chávez ‘ameaça’ paz na América Latina

André Mascarenhas – Estadão

O candidato tucano à Presidência, José Serra, afirmou ser “inegável” que a Venezuela abrigue, em seu território, guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Todo mundo sabe, até as árvores da floresta amazônica – até não, coitadas, elas são as principais testemunhas - de que as Farc se abrigam na Venezuela”, afirmou.

Leia também: MST fará mais invasões com Dilma, diz Serra

O candidato tucano não poupou o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Para ele, a postura do líder vizinho traz instabilidade para a região. “A gente sabe que o Chávez é partidário do espetáculo. A Venezuela está com economia complicadíssima, inflação alta… Então ele vai criando fatos. Fatos que ameaçam a estabilidade da América do Sul, da América Latina e também do Brasil. Porque ter países se hostilizando nas nossas fronteiras também não é uma boa”, afirmou.

Serra disse que, em um eventual governo seu, proporia uma política de pacificação para as rusgas entre Colômbia e Venezuela, mas ressalvou que não se deve “ter viés para um lado, porque aí você perde a capacidade de negociação”.

“É inegável que o Brasil sempre teve mais simpatia pelo Chávez. É inegável que o Chávez abriga essas Farc”, acrescentou.

As declarações do candidato tucano acontecem em meio a elevação das tensões entre Venezuela e Colômbia. Chávez rompeu relações com o país vizinho na semana passada, depois que o governo do presidente Álvaro Uribe apresentou fotos, vídeos e mapas à Organização dos Estados Americanos (OEA) do que seriam acampamentos de guerrilheiros colombianos em território venezuelano. Segundo o embaixador da Colômbia na OEA, Luis Hoyos, existem 87 acampamentos e 1.500 soldados das Farc na Venezuela.

Serra falou hoje para empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em um hotel da zona Sul de São Paulo. Em seu discurso, ele criticou a proximidade entre as diplomacias de Brasília e Caracas. Para o tucano, se o Itamaraty tivesse o mesmo empenho que demonstrou na questão nuclear do Irã para resolver os problemas da América Latina, as disputas entre os dois países vizinhos já estariam sanadas.

“Eu diria que (o contencioso entre Venezuela Colômbia) é muito mais prioritário do que o programa nuclear do Ahmadinejad, que consumiu uma massa de energia incrível. Para quê? Para nada”, criticou.

As críticas do tucano se deram em meio a ataques à política de comércio exterior do País. Na avaliação do tucano, a estratégia de aproximação com países “não-alinhados” trouxe apenas dividendos políticos para o Brasil. “O Brasil não tem política de comércio exterior. De 2002 para cá, houve cem acordos de livre comércio no mundo, e o Brasil assinou um, com Israel, que é um país pequeno, com alguns produtores”, criticou. “Há uma política exterior de muita projeção política para o Brasil. Para o bem e para o mal, mas não no que se refere à economia”, acrescentou.

Política contraditória

Além dos ataques à política externa, Serra usou seu discurso aos empresários para criticar a política econômica do governo Lula. Para ele, as atuações dos diferentes ministérios que compõem a área são contraditórias. “Você não pode ter um governo funcionando bem na economia com o pessoal durão da política monetária, o outro que é o papai noel do gasto, o outro que é o leão de arrecadar, cada um jogando por si. Independentemente da qualidade das pessoas”, exemplificou, sem citar nomes.

Para o tucano, a solução se daria através da integração da política econômica, por meio da escolha dos ministros que compõem a área. “É um problema de competência, de ter uma equipe entrosada, de você ter objetivos comuns”, afirmou.

Serra também criticou a atuação do governo federal durante a crise econômica mundial. “O enfrentamento do ciclo seguiu um manual oposto ao da economia keynesiana”, afirmou, numa referência às políticas anticíclicas propostas pelo economista britânico John Maynard Keynes – que propunha aumentar os gastos em investimentos a curto prazo e diminuir os juros. “Foi feito o contrário. (O Brasil) foi o único país do mundo que não abaixou os juros por quatro meses”, exemplificou o tucano, que também fez duras críticas a aumento dos gastos com consumo do governo e a baixa taxa de investimentos.

MST fará mais invasões com Dilma no poder, diz Serra

Em discurso a empresários, tucano centrou ataques às políticas econômica e externa do governo Lula

26 de julho de 2010 | 14h 59

Estudo minucioso dos resultados do Datafolha, dá maior vantagem a José Serra.

Fonte: Blog do Lúcio Neto

EXCLUSIVO: Pesquisa do DataFolha dá vitória a Zé Serra no primeiro turno

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Diário de Bordo – 0018/10
Parece brincadeira, mas não é. Na verdade, é simplesmente vergonhoso como a mídia tenta distorcer as informações que são favoráveis ao candidato Zé Serra. Em algumas notícias é preciso ler nas entrelinhas. Em outras, a informação é descarada.

Serra quer criar um milhão de vagas para ensino técnico no País

Programa seguirá modelo do ProUNI, através do qual as universidades particulares oferecem bolsas de estudos subsidiadas pelo Governo Federal para os estudantes sem recursos.

José Antonio Pedriali/AE – 24/7/2010 – 16h05

 

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