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Blecaute deixa 190 cidades e 1 milhão de pessoas sem energia na BA

Especial para o UOL Notícias
Em Salvador

Durante 28 minutos (das 16h45 às 17h13), 190 cidades da Bahia ficaram sem energia em consequência de um problema na rede de transmissão. De acordo com a Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia), o blecaute foi causado por um defeito na rede que transporta energia entre as regiões Norte e Sul.

No total, cerca de 1 milhão de consumidores ficaram prejudicados com a falta momentânea de energia. O blecaute também atingiu alguns bairros de Salvador, mas os danos foram minimizados por causa do feriado – as repartições públicas, agências bancárias, escolas e quase todas as lojas dos shoppings não funcionaram nesta terça-feira (7).

De acordo com a Coelba, o blecaute aconteceu na rede administrada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema). Logo após constatar a falta de energia, os técnicos da concessionária acionaram imediatamente um plano de emergência classificado como “Esquema Regional de Alívio de Carga” para impedir que o blecaute causasse ainda mais prejuízos aos consumidores.

Em novembro do ano passado, uma pane ocorrida no Sistema Interligado Nacional atingiu 240 mil consumidores em 63 cidades da Bahia (o Estado possui 417 municípios). Até as 21h15 desta terça-feira, a Coelba ainda não tinha divulgado as causas do apagão desta tarde.

Editorial Estadão: A política do deboche

Quanto mais se acumulam as evidências de que o PT é o mentor do crime continuado da devassa na Receita Federal, de dados sigilosos de aliados e familiares do candidato presidencial do PSDB, José Serra, tanto mais o presidente Lula apela para o escárnio. É assim, desenvolto diante da exposição das novas baixezas de sua gente, que ele procura desqualificar as denúncias de que as violações tinham a única serventia de reunir material que pudesse ser utilizado contra os adversários da candidata governista, Dilma Rousseff.

Do mensalão para cá, essa atitude só se acentuou. No escândalo da compra de votos no Congresso Nacional, em 2005, ele ficou batendo na tecla de que não sabia de nada e que, de mais a mais, o que a companheirada tinha aprontado – diluído na versão de que tudo se resumia a um caso de montagem de caixa 2 – era o que se fazia comumente na política brasileira. Depois, propagou e mandou propagar a confortável teoria de que as acusações eram parte de uma “conspiração das elites” para apeá-lo do poder. Mas não chegou a zombar acintosamente das revelações que iriam ficar gravadas na história de seu partido.

Já no ano seguinte, quando a polícia detonou a tentativa de um grupo de petistas, entre eles o churrasqueiro preferido de Lula, de comprar um falso dossiê contra o mesmo José Serra, então candidato a governador de São Paulo, o presidente incorporou ao léxico político nacional o termo “aloprados” com que, para mascarar a gravidade do episódio, se referiu aos participantes da torpeza. Agora, enquanto escondia a sua escolhida – acusada pelo tucano como responsável, em última instância, pela fabricação de novo dossiê com os documentos subtraídos do Fisco -, o presidente se abandonou ao cinismo.

No fim da semana, em um comício em Guarulhos, na Grande São Paulo, a que Dilma não compareceu, ele acusou Serra de transformar a família em vítima. Ou seja, o que vitimou a filha do candidato não foi a comprovada captura de suas declarações de renda por um personagem do submundo – cuja filiação ao PT só não se consumou por um erro de grafia de seu nome -, mas o “baixo nível” da campanha do pai, que tratou do escândalo no horário de propaganda eleitoral. E ele o teria feito porque “o bicho está em uma raiva só” diante dos resultados desfavoráveis das pesquisas eleitorais. “É próprio de quem não sabe nadar e se debate até morrer afogado”, desdenhou.

O auge da avacalhação – para usar uma palavra decerto ao gosto do palanqueiro Lula – foi ele perguntar retoricamente: “Cadê esse tal de sigilo que não apareceu até agora? Cadê os vazamentos?” Se é da filha de Serra que ele falava, o sigilo vazou para os diversos blogs lulistas que publicaram informações a seu respeito que só poderiam ter sido obtidas a partir do acesso ilícito aos seus dados fiscais. E o presidente sabe disso desde janeiro, quando o ainda governador Serra o alertou para a “armação” contra seus familiares na internet. Confrontado com o fato, Lula disse, sem ruborizar-se, ter coisas mais sérias para cuidar do que das “dores de cotovelo do Serra”.

Se, no comício, a sua pergunta farsesca tratava das outras pessoas ligadas ao candidato, como, em especial, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o sigilo vazou para membros do chamado “grupo de inteligência” da candidatura Dilma. No caso de Eduardo Jorge, aliás, a invasão não se limitou à delegacia da Receita em Mauá, no ABC paulista, a primeira cena identificada do crime. Na última quinta-feira, o Estado revelou que um analista tributário lotado na cidade mineira de Formiga, Gilberto Souza Amarante, acessou dez vezes em um mesmo dia os dados cadastrais do tucano. O funcionário é petista de carteirinha desde 2001.

Ninguém mais do que Lula, com o seu imitigado deboche, há de ter contribuído tanto para a “maria-mole moral” em que o País atolou, na apropriada expressão do jurista Carlos Ari Sundfeld, em entrevista no Estado de domingo. Nem a bonança econômica nem os avanços sociais podem obscurecer o perverso legado do lulismo. Por minar os fundamentos das instituições democráticas, essa é hoje a mais desafiadora questão política nacional.

Por Reinaldo Azevedo

Em nota, Quércia anuncia renúncia e pede votos para Aloysio Nunes

FOLHA DE SÃO PAULO

O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), 72, divulgou uma nota em seu site na qual anuncia sua renúncia à candidatura ao Senado e pede apoio ao outro candidato da chapa, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

O peemedebista, em quem foi diagnosticada uma recidiva de um câncer na próstata na última sexta-feira, trata, no comunicado, “da dificuldade que é comunicar essa decisão”, e diz que ela foi tomada em conjunto com a mulher e os filhos.

Lalo de Almeida/Folhapress
Orestes Quércia, que anunciou hoje que não vai concorrer ao Senado pelo PMDB
Orestes Quércia, que anunciou que não vai concorrer

Quércia avalia como “difícil” a decisão de renunciar, mas afirma entender ser essa a opção mais correta “a bem dos interesses” da coligação, do partido, do Estado de São Paulo e de seu interesse particular de recuperar a saúde.

O ex-governador diz que irá se concentrar no tratamento médico que o espera, “de maneira a estar de volta, recuperado, em breve”, e pede apoio a Aloysio que, segundo ele “terá todas as condições de representar São Paulo no Senado da República, pela sua história, seu compromisso com São Paulo e pela forma como ajudou o governo José Serra a desenvolver seu trabalho”.

Em pesquisa Datafolha feita nos dias 2 e 3 deste mês, Quércia aparece com 26% nas intenções de voto, tecnicamente empatado no segundo lugar com o pagodeiro Netinho de Paula (PC do B). A petista Marta Suplicy (PT) lidera com 33%. Já o tucano Aloysio aparece em quinto na disputa, com 12%.

Quércia iniciou sua carreira política no início dos anos 60, quando foi eleito vereador em Campinas. A seguir, foi deputado estadual pelo MDB, prefeito de Campinas e, em 1974, senador, quando, aos 35 anos de idade, foi eleito com 4,5 milhões de votos. Em 1982, foi vice-governador na gestão de Franco Montoro. Quatro depois, assumiu o governo paulista.

Leia a carta de Quércia:

Companheiros de Partido e da Coligação Unidos por São Paulo, meus amigos:

Agradeço pelo apoio recebido, sobretudo nos últimos dias, quando me recolhi para a realização de exames médicos, e consequentemente me afastei da campanha nas ruas. Comunico com a dificuldade que é comunicar essa decisão, tomada em conjunto com minha mulher e meus filhos de renunciar à minha candidatura ao Senado. Entendo que essa atitude, nesse momento, apesar de difícil, é a mais correta a bem dos interesses da Coligação, do meu Partido, do meu estado e meu interesse em recuperar minha saúde.

Quero agradecer a cada um de vocês pela amizade, pelo companheirismo, pelo apoio e dedicação nessa caminhada empreendida na campanha. Quero agradecer o povo paulista e brasileiro pelo carinho e apoio, refletidos no resultado expressivo das últimas pesquisas. Por favor, receba meu abraço e meu muito obrigado.

Agora me afasto e me concentro no tratamento médico que me espera, de maneira a estar de volta, recuperado, em breve. E, ao me afastar, peço-lhe o apoio ao Aloysio Nunes Ferreira. Ele reúne todas as condições de representar São Paulo no Senado da República, pela sua história, seu compromisso com São Paulo e pela forma como ajudou o Governo José Serra a desenvolver seu trabalho.

Reitero todo o compromisso do nosso partido ao Geraldo Governador, Afif Vice e Serra Presidente.

Quero agradecer ainda meu amigo e prefeito Gilberto Kassab.

Forte abraço do companheiro.

Orestes Quércia

Candidatos disputam herança eleitoral de Quércia

EVANDRO SPINELLI
DANIELA LIMA
FOLHA DE SÃO PAULO

A saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa pelo Senado abre disputa pelo espólio de 26% das intenções de voto, índice alcançado pelo peemedebista no Datafolha divulgado no último sábado.

De acordo com o levantamento, não há um herdeiro natural dos votos de Quércia.

O Datafolha mostra que o segundo voto do eleitor do peemedebista está distribuído entre os principais candidatos ao Senado. Neste ano, o eleitor poderá votar em dois candidatos a senador.

Quércia formalizou ontem sua renúncia à campanha para tratar da saúde. O peemedebista foi internado no dia 1º de setembro e no último sábado o diagnóstico de câncer na próstata foi confirmado. No entanto, a Folha apurou que a doença atingiu outros órgãos do candidato.

Quem menos tem a ganhar com a saída de Quércia é Marta Suplicy (PT), líder na pesquisa com 33%. O cruzamento dos dados do Datafolha aponta que Marta dividia 23% dos eleitores de Quércia, o que equivale a seis pontos percentuais.

Isso significa que 6% do eleitorado paulista que optava por Quércia já estava também com Marta.

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), a quem Quércia declarou seu apoio, ficava com 18% do “segundo voto” do peemedebista, o equivalente a 4,7 pontos percentuais. Outros 4,2 pontos iam para Netinho de Paula (PC do B).

Romeu Tuma (PTB) fica com 13% do segundo voto de Quércia, ou 3,4% do total.

Outros 8% dos pesquisados que pretendiam votar no candidato do PMDB disseram que não sabiam ainda qual outro concorrente iriam escolher para o Senado.

Após a formalização da renúncia, Aloysio Nunes, que dividia com o peemedebista a campanha pelas duas vagas no Senado na chapa tucana, recebeu declaração de apoio de Quércia.

Para manter a composição da coligação, o PMDB, irá indicar o primeiro-suplente da chapa do tucano.

O nome de Airton Sandoval (PMDB) é o mais cotado para assumir o posto, que deve ter a indicação será aprovada pela Executiva estadual até amanhã. “É uma incorporação natural e legítima”, disse o candidato tucano.

Quércia também decidiu ceder o tempo de televisão ao tucano. Com isso, Aloysio passará a contar com 5min30s de propaganda eleitoral, na televisão e no rádio.

Governo minimiza ligação de 2 petistas com o escândalo

Para tentar blindar a campanha de Dilma, integrantes do Planalto e da Receita fixam-se em detalhes técnicos

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‘Lula debochou de coisa séria’, diz Serra sobre quebra de sigilos em sabatina no ‘Estado’

José Orenstein

Em sabatina no Grupo Estado na manhã de hoje, o candidato do PSDB à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, reclamou da postura da Receita Federal e do governo na apuração da quebra do sigilo fiscal de familiares e políticos próximos a ele. Em crítica direta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, no fim de semana, indagou se haveria, de fato, o vazamento de informações sigilosas de tucanos, Serra disse  que “Lula debochou de coisa séria”.

Assista à sabatina na íntegra

Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7 Parte 8

Apesar de o PSDB atuar na Justiça para trazer o tema das quebra de sigilos à campanha, Serra negou influência significativa do assunto na corrida eleitoral.

O tucano respondeu a jornalistas e internautas e foi contundente nas críticas a vários aspectos do governo Lula, como a economia e a política externa. Pressionado a assumir um discurso mais oposicionista, Serra também não poupou o PT. Disse que o partido apenas “posa de esquerda” e que “bota para fazer política externa gente com poucos neurônios”. O candidato do PSDB reclamou da aproximação do Brasil com o Irã, que classifica como regime que promove o “fascismo do século 21?.

Serra voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança e cutucou a campanha de Dilma e do PT, que, segundo o tucano, copiam suas ideias e criam boatos contra sua candidatura. Ao comentar a situação econômica do País, o candidato do PSDB disse que ”nós estamos em franco, aberto, e só não declarado, processo de desindustrialização”, e criticou a dependência das commodities.

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Serra na sabatina promovida pelo Grupo Estado. Foto: Nilton Fukuda/AE

O blog Radar Político acompanhou  ao vivo os melhores lances da sabatina. Veja como foi:

12h29 – Nas suas considerações finais, José Serra diz que o Brasil tem um momento de oportunidades que podem ou não ser aproveitadas, a depender das decisões tomadas na primeira metade do mandato do presidente. Serra diz ser a favor de que todos se associem livremente, inclusive o MST, mas diz ser contra o subsídio do governo a organizações. Serra enumera o pré-sal e o “bônus demográfico”, a menor taxa de natalidade, como vantagens que permitirão o investimento maior do País no desenvolvimento. “Eu tinha um governo muito bem avaliado em São Paulo e me reelegeria com tranquilidade provavelmente. Mas me candidatei por dois motivos, primeiro porque estava tranquilo que teria uma sucessão aqui no Estado. Segundo, porque queria me dedicar a melhorar o Brasil”.  Comentando sua trajetória, afirma: “Eu dediquei minha vida ao Brasil e vou continuar a trabalhar para isso”.

12h27 – Serra critica a sucessão proposta por Lula ao indicar Dilma. Ele lembra casos de continuação que não tiveram sucesso, como Maluf e Pitta, Quércia e Fleury, por exemplo. “Isso não existe”, declara o tucano sobre uma continuação de Lula com Dilma.

12h24 – O tucano comenta a odisseia de campanha por que tem passado. “Tenho tido uma disposição como nunca tive na minha vida. Não fossem os outros essa campanha seria uma maravilha”, brinca José Serra.

12h21 – Serra evita falar do estado de saúde de Dilma Rousseff. “Mas eu posso falar da minha saúde, que, tirando o mal humor de manhã, é perfeita”, diz o candidato, para risos da plateia.

12h17 – “A razão para votar na Dilma é o Lula, não tem outra. A razão para votar em mim é a competência, a experiência”, afirma o tucano, que se diz se amparar nas pesquisas qualitativas internas promovidas pelo seu partido. Segundo o candidato do PSDB, a situação eleitoral indica que “as pessoas querem o Lula, mas precisam do Serra”. Ainda sobre as qualitativas, Serra diz que em Minas Gerais a maioria das pessoas não sabem que Anastasia e Aécio Neves o apóiam na campanha à Presidência, o que segundo Serra é uma falha, mas também um potencial.

12h14 – José Serra admite ter faltado material de campanha para distribuição a aliados nos Estados do Brasil. “Faltou dinheiro”, afirmou o candidato tucano, que disse que o que se gasta na campanha de Dilma é muito mais do que já se gastou historicamente nas campanhas no País.

12h09 – Sobre a reforma da Previdência, Serra lembra atuação na época da Consituinte, quando defendia uma correção para aqueles “que ainda iam nascer”. Ele defende a criação de um grande fundo previdenciário com recursos do pré-sal para regular a situação das aposentadorias, que segundo Serra “vai ser copiada daqui a duas semanas pelo outro lado”.

12h06 – “A carga tributária é muito mais escorchante do que parece”, diz Serra. Ele afirma que o principal problema é a sonegação e a informalidade. “Aquele que não sonega paga uma barbaridade”, comenta o candidato tucano. “No Brasil a carga tributária aumenta na recessão e na expansão. Isso não dá”, comenta Serra.

12h03 – Comentando a reforma tributária, Serra mantém a mesma linha, contrária à Consituinte. Ele ressalta a necessidade de concentrar esforços em objetivos específicos, um de cada vez.

11h59 – Questionado sobre a reforma política, Serra defende a criação do voto distrital puro em municípios com mais de 200 mil habitantes. “Você inocula no País um vírus benigno de uma outra forma de fazer política”.  Serra defende também a limitação da propaganda eleitoral à fórmula “candidato e câmara”.  O tucano diz ser contrário à formação de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.

11h56 – “Dentro das circunstâncias, o programa é bom. Se você soubesse o que irira acontecer em uma semana, essa quebra de sigilo, teríamos preparado outra coisa”, afirma Serra ao comentar a sua criticada inserção televisiva em que aparecia uma “favela cenográfica”. “Isso é truque petista. Quer coisa mais fantasiosa que o programa Dilma?”, questiona Serra.

11h53 – Questionado por internauta se é favorável à abertura de cassinos para financiar a Saúde, Serra se diz terminantemente contra, lembrando sua atuação no Senado para barrar a medida. “É um keynesianismo primitivo”, comenta o candidato tucano.

11h50 – Serra justifica a oposição “soft” do PSDB ao governo Lula amaprando-se numa postura “cavalheira” de seu partido. O candidato tucano cita Fernando Henrique Cardoso e a transição de poder que operou de forma imparcial, segundo Serra. Perguntado sobre sua avaliação diante da postura do PSDB como oposição, Serra diz que essa avaliação cabe aos analistas políticos e historiadores do futuro.

11h46 – “Eu acredito na razão. Acho que isso saiu de moda”, diz Serra. Ele afirma ainda que o Banco Central não tem autonomia. O tucano ressalta a importância e a necessidade de uma política comum entre Banco Central e Fazenda, como, segundo Serra, ocorre no Chile.

11h43 – Ainda na crítica ao PT, Serra cutuca: “Tucano é inepto para espalhar fofoca, pode acreditar. Petista já nasce com isso no DNA”.

11h40 – “Qualquer coisa que eu diga eles mandam email para botar medo em todas as áreas”, afirma Serra. O tucano reclama de boatos que se atribuem a ele, como o de que acabaria com os concursos. “O PT se organiza e espalha. É um coisa surrealista”, se queixa José Serra, que em seguida comenta boato sobre sua vontade de acabar com Prouni. “Isso é uma coisa organizada, uma central para espalhar esses boatos”.

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Tucano argumenta na sabatina do Estadão. Foto: Sergio Castro/AE

11h35 – Serra lembra o período em que viveu no Chile e a polarização sob o governo Allendo quando ele era professor de economia. “A faculdade foi dividida entre marxistas e ortodoxos, e eu fui escolhido pelos dois lados”, diz o candidato para ilustrar sua posição no tratamento da política externa e da inserção econômica do Brasil no mundo.

11h30 – “O governo Lula é forte no índice de popularidade do presidente, mas é fraco no Congresso”, diz o candidato tucano à Presidência. Serra nega ter que lotear cargos uma vez no poder e diz que “conhece muito bem o Congresso”. O tucano comenta ter conversado com um ex-presidente “se um dia teria medo do Congresso”, assim com o o presidente, de quem não citou o nome, tinha.

11h27 – “Tem muita figuração, boa parte é pirotecnia, para permitir que o pessoal que se diz de esquerda ficar mais confortável de trabalhar num governo como esse. Eu disse em 2003: O PT é o bolchevismo sem utopia. Um partido que persegue fins sem ligar para o meios, que subsitui a ética individual pela ética do partido. E no entanto não tem utopia da igualdade. Isso daí o PT nunca teve, desde o seu nascimento”, afirma Serra comentando a política externa.

11h21 – Serra cita sua relação com o atual presidente colombiano e diz que a Colômbia tem combatido e reduzido a produção de coca. “Eles entraram firme nisso. A Bolívia mais do que dobrou a produção de coca. E ela vem para o Brasil”, afirma o candidato. “Por que não usar a força do Brasil para pressionar diplomaticamente a Bolívia a combater a exportação da coca para o País? Porque você está misturando política externa e política partidária. O PT posa de esquerda. Eles não tem nada de esquerda. Fazem apenas o ’saludo a la bandera’”, critica Serra. “Eles botam para fazer política externa gente com poucos neurônios”. Ainda na questão da política externa critica duramente a relação do Brasil com Irã, que vive regime classificado por Serra como “fascismo do século XXI”.

11h15 – “Drogas e armas estão soltas, e o Brasil põe a mão no bolso e sai assoviando”, afirma Serra. Ele defende a criação de um Ministério da Segurança para controlar o tráfico e a violência. “Tem tanto ministério aí para nada. O mais importante não tem”. O tucano diz ainda que é preciso por um especialista na área de Segurança à frente da pasta que seria criada numa sua eventual gestão. “Eu falei logo no começo do Ministério da Segurança porque eu sabia que eles iriam copiar”, afirma Serra em crítica à candidatura de Dilma. O candidato do PSDB defende também a unificação de dados e medidas de combate ao crime, “que não tem fronteiras. Tem que ter uma ação federal”.

11h12 – “Nós estamos em franco, aberto, e só não declarado, processo de desindustrialização”, critica Serra. Ele ataca a gestão macroenômica do governo do PT, a quem acusa não ter uma visão de planejamento e desenvolvimento do Brasil. O candidato do PSDB reclama do fato da economia do País estar baseada na exportação de commodities.

11h08 – “Eu não faria empréstimos do BNDES para fusões [de empresas]. Numa crise tudo bem, porque evita uma crise bancária. Agora, em condições normais de temperatura e pressão não faz sentido dar empréstimo subsidiado para fusões”, afirma o tucano.

11h05 – Serra lembra, como tem feito ao longo da campanha, sua iniciativa na constituição do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), uma medida anticíclica que ao repassar 40% , segundo o candidato, “alavancou o BNDES e alavancou o recurso industrial no Brasil”.

11h03 – “Dá para esfregar as mãos”, diz Serra, que afirma haver muito espaço para corte de gastos do governo, eliminando cabides de emprego, reduzindo custos.

11h00 – Ainda falando sobre economia, Serra comenta: “Vivemos num tripé perverso: a carga tributária mais alta do mundo em desenvolvimento;  a maior taxa de juro real do mundo e a maior taxa de investimento estatal do mundo”.

10h58 – “Criou-se um mito de que o Brasil surfou na crise. Isso não é veredade, quem surfou foram países como a China, a Índia, que têm projeto de nação”, diz Serra. Ele em seguida faz críticas a Dilma, que “parece não ter estudado economia”, segundo o candidato.

10h57 – Serra insiste na comparação com Dilma. “A escolha vai ficar entre alguém conhecido e testado e um envelope fechado”, declara.

10h54 – “Eu represento a certeza. Todos me conehcem, a minha vida é pública de verdade. A Dilma é a dúvida”, declara o candidato do PSDB à Presidência. “O próximo governo vai ter um desafio imenso – não vai ter a duplicação dos preços de exportação”, comenta Serra, que em seguida diz ter havido retrocesso na Segurança, Saúde e Educação.

10h52 – “O PT soltou que era para ganhar no tapete e muita gente engoliu isso”, afirma Serra ao comentar as ações do PSDB na Justiça para questionar a quebra do sigilos e a candidatura de Dilma Rousseff.

10h48 – Serra afirma que Lula fez deboche de uma situação séria, ao comentar o caso da quebra de sigilos. Atacando a candidata do PT, o tucano afirma: “Esse caso da Dilma é original. Ela sequer debate os temas do partido. Há um ocultamento biográfico”.

10h47 – O candidato do PSDB nega ter poupado Pallocci, que é seu amigo pessoal, ao demorar para lembrar o caso de quebra de sigilo bancário de Francenildo.

10h44 – Serra lembra ter falado com Lula sobre sua preocupação “com ataques sistemáticos a minha filha” em blogs “semioficiais” de apoio ao PT. O candidato do PSDB ataca “blogs sujos que recebem apoio de uma forma ou de outra do governo”. “Eu nem reclamei nem pedi nada [ao Lula], apenas informei”, diz Serra.

10h42 – “A Receita tem feito uma operação abafa. Tem procurado atrapalhar a investigação. A Receita termina sendo cúmplice disso que é uma sindicalização de um órgão de Estado”, afirma Serra ainda sobre o caso de violação de sigilos.

10h40 – O candidato abriu mão de seus cinco minutos iniciais de apresentação e responde questão da jornalista Julia Duailibi sobre a violação de sigilos pela Receita. “O que houve foi um crime”, comenta. Lembrando o caso dos aloprados de 2006, Serra diz que o episódio não deve allterar o processo eleitoral. “O PT no fundo da alma, e até na superfície, não é democrático”.

10h38 – Tem início a sabatina com o candidato José Serra, que será mediada por Roberto Godoy.

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Serra chega ao Grupo Estado de helicóptero. Foto: Ayrton Vignola/AE

10h25 – Serra chegou à sede do Grupo Estado. A sabatina começa daqui a pouco

10h17 – O candidato José Serra está atrasado para o início da sabatina e ainda não chegou. O rabino Henry Sobel está presente na plateia.

10h05 – A sabatina deve começar em poucos minutos. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM, está na sede do Estado para acompanhar a entrevista de Serra.

Justiça manda periciar computadores de suspeitos por quebra de sigilo

LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA

A Justiça Federal acolheu pedido da Polícia Federal e ordenou devassa nos computadores dos suspeitos de envolvimento na quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato à Presidência, José Serra (PSDB).

A decisão da 12ª Vara Federal atinge todo o grupo de servidores da Receita Federal cujas senhas e terminais foram usados para vasculhar as declarações de renda e de bens dos tucanos.

Entre outros, tiveram seu sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, e a filha do candidato, Verônica Serra.

A PF já recolheu os computadores e deu início à perícia.

A coligação de Serra entrou ontem com uma representação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) por conta das quebras de sigilo na Receita.

O pedido será analisado pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior.

Editoria de Arte/Folhapress

Mantega diz que “não cogita” demitir secretário da Receita

THAIS BILENKY
DE BRASÍLIA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira que não “está cogitando” demitir o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo. A crise envolvendo a quebra de sigilo de pessoas ligadas ao presidenciável tucano José Serra levou Cartaxo a dizer que seu cargo pertence ao ministro.

A Receita admitiu a possibilidade de haver uma quebra sistemática de sigilos na agência de Mauá (SP), mas procura despolitizar a questão. A filha de Serra, Verônica, teve seu sigilo quebrado com uma procuração falsificada no ano passado.

Mantega não quis responder a mais perguntas. Ele não tem se pronunciado publicamente sobre o assunto.

Entre outros, tiveram seu sigilo violado o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, e a filha do candidato, Verônica Serra.

A coligação de Serra entrou ontem com uma representação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) por conta das quebras de sigilo na Receita.

O pedido será analisado pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior.

Editoria de Arte/Folhapress

Na TV, programa de Serra diz que quebra de sigilo foi ‘armação para prejudicá-lo’

DE SÃO PAULO

O programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse hoje (2) que a quebra do sigilo fiscal da filha do tucano foi uma “armação para prejudicá-lo”.

Seguindo o padrão dos ataques anteriores, a locução foi feita no final do programa, num fundo diferente do restante da propaganda eleitoral.

Diz o locutor: “Mais uma vez, adversários de José Serra tentam fazer uma armação para prejudicá-lo. Primeiro, violaram o imposto de renda de pessoas ligadas a Serra. Agora violaram o imposto de renda até da filha dele. É como se alguém usasse a sua senha de banco, vasculhasse a sua conta, invadisse sua casa, revirasse suas gavetas, só pra te prejudicar.”

O programa compara a quebra do sigilo da filha de Serra à quebra do sigilo do caseiro Francenildo Costa.

O locutor leu trecho da coluna de Dora Kramer publicada hoje (2) no jornal “O Estado de S. Paulo”, na qual a jornalista diz: “A história está ficando parecida com a quebra do sigilo do caseiro Francenildo, quando para encobrir um malfeito se cometeu outro e depois se tentou incriminar a vítima”.

Outro trecho lido da coluna afirma que “quanto mais o governo tenta esconder, mais claro fica o motivo da quebra do sigilo”.

O programa termina com a declaração de um homem sem identificação: “É um absurdo que isso esteja acontecendo num país que se diz democrático”.

Nos demais trechos, Serra mostrou programas de habitação popular do governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo. A propaganda tucana afirmou que 90% das casas populares construídas pela administração do PSDB foram para famílias que ganham até três salários mínimos, faixa da população onde o Minha Casa, Minha Vida, bandeira de Dilma, tem seu pior desempenho.

O programa da candidata do PT, Dilma Rousseff, dedicou atenção especial às mulheres, “predestinadas a vencer”, segundo o jingle de abertura.

A propaganda ressaltou os postos de destaque ocupados ao longo da trajetória política da petista, como a primeira mulher a chefiar o Ministério da Casa Civil e a participar do conselho de administração da Petrobras, entre outros.

O programa também comemorou os números da economia no primeiro trimestre –9% de crescimento em relação a igual período do ano passado– ,o segundo maior do mundo entre as principais economias, segundo a locução, que afirmou ainda que o Brasil foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela.

Disse ainda que o país saldou a dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional) e que agora é o fundo quem pede dinheiro ao Brasil.

O programa de Dilma também elencou conquistas atribuídas ao governo Lula, como os reajustes do salário mínimo acima da inflação, o Bolsa Família, a geração de 14 milhões de empregos e o PAC.

Editoria de Arte/Folhapress

Eduardo Jorge afirma que governo ordenou operação ‘abafa’

LEONARDO SOUZA
DE BRASÍLIA

O vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, disse nesta quinta-feira que há uma operação “abafa” em curso na Receita Federal ordenada pelo governo.

Segundo ele, a corregedoria do fisco tem, deliberadamente, protelado as investigações sobre as quebras de sigilo de pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB) para proteger o PT.

“Claramente existe uma operação abafa do governo. Todos os procedimentos que poderiam ser tomados rapidamente levam um tempo exagerado. E medidas que deveriam ser adotadas com mais empenho, são feitas de qualquer maneira”, disse EJ à Folha.

Ontem, a Receita Federal admitiu que “houve falsificação” do documento com a assinatura da filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, Verônica.

Otacílio Cartaxo, secretário do fisco, leu comunicado no qual informou que o documento original foi entregue ao Ministério Público Federal para investigar o caso.

“A mídia já noticia que a senhora Verônica Serra não confirma a assinatura e que o cartório não confirma o reconhecimento da firma. Diante desses fatos, aconteceu a falsificação de documento público federal”, disse Cartaxo, afirmando que caberá à Polícia Federal realizar perícia grafotécnica.

A Receita confirmou que a declaração de renda de Verônica Serra referente aos exercícios de 2007 e 2009 foi acessada em 30 de setembro do ano passado na delegacia do fisco em Santo André (SP). O documento falso solicitando os dados foi entregue por Antonio Caros Atella Ferreira, que se apresentou como procurador de Verônica –o que não é verdade.

Outras quatro pessoas ligadas a Serra tiveram seus sigilos violados na região, entre eles o vice-presidente do partido, Eduardo Jorge.

Editoria de Arte/Folhapress

‘Quero saber quem é o mandante’, diz mulher de Serra sobre quebra de sigilo fiscal

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

Mulher do tucano José Serra, a psicóloga Monica Serra duvida da inocência da petista Dilma Rousseff na violação do sigilo de sua filha, Veronica. Monica diz que não se conformará com a responsabilização de servidores. “Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante.”

Folha – Como reage à quebra do sigilo de Veronica?
Monica Serra – Coisa de quem não tem família, um atentado à democracia que tanto custou aos brasileiros. Temos uma vida limpa, valores, princípios. E o governo deixa as portas abertas para essa quadrilha banalizando tudo. Todos têm que se sentir ameaçados. Já sofremos com duas ditaduras. [No Chile], vi meu filho, de nove meses, com um cano de arma na cabeça. É isso que fazem as ditaduras. Ameaçam os filhos. O que estão fazendo com a Veronica é para atingir o Zé, me atingir. Peço que deixem minha família em paz.

Segundo o governo, há uma procuração.
Ela desconhece. Vão dizer qualquer coisa. Provem. Isso é um crime. Não vou me conformar em dizer que é uma simples funcionária, coitada. Quem é o mandante?

E o argumento de que há um balcão de compra?
Desculpas estapafúrdias. Você acha que o povo é ingênuo? Estão tratando todo mundo como bobo.

Como havia notícias, nunca suspeitaram de violação?
Quando tem campanha, fazem esse tipo de coisa. Nunca tinha chegado tão longe. Havia ameaças, ouvir dizer. Mas eu não tinha visto.

Sente-se ameaçada?
Eu e o Brasil. As instituições não estão funcionando e querem culpar uma funcionária. Não levam em conta que está acontecendo só com pessoas ligadas ao PSDB. Querem que a gente acredite e dê atestado de quê? Quero respeito com minha família. Não admito uma coisa dessas. Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.

Acha que a Dilma sabe?
Você espera que se diga “eu não sabia de nada” mais uma vez? Tem que respeitar um pouco os neurônios que as pessoas têm.

Veronica está chateada?
Ela acha isso um absurdo. É vítima de um crime cometido pelo Estado. O Estado tem a posse dos dados dos cidadãos para mantê-los sob sigilo. Não vamos aceitar que banalizem a questão botando a culpa em duas ou três pessoas. Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante. Isso é o que importa.

Editoria de Arte/Folhapress

Serra diz que a Receita está sendo prejudicada pelos ‘arapongas do PT’

CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quinta-feira que existem impressões “digitais e visuais” de que a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência foi beneficiada pelos casos de violação de sigilo fiscal na Receita Federal.

Em resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse confiar no Fisco, o tucano afirmou que “a Receita está sendo prejudicada pelos arapongas do PT”.

“O problema é que os petistas conseguiram desprestigiar a Receita no país”, disse ele, após encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que ontem esteve com Dilma.

O tucano afirmou ver uma “operação abafa-abafa” no Fisco para que nenhuma investigação seja levada a cabo e voltou a dizer que existe “aparelhamento” no órgão.

Serra relacionou novamente o caso da quebra de sigilo de pessoas relacionadas ao PSDB à violação do caseiro Francenildo dos Santos. “Francenildo somos todos nós. Ninguém pode se sentir seguro no país.”

O ex-governador de São Paulo atribui mais uma vez a responsabilidade das violações a Dilma, e chamou de “brincadeira” o pedido feito pela petista para que ele prove que ela tem alguma culpa. “Dilma é responsável porque é responsável pela campanha.”

FARC

Serra informou ter tratado do tema das Farc com o presidente da Colômbia, e avaliou que o governo brasileiro deveria classificar o grupo como “terrorista”. “Acho que o Brasil deveria explicitar esse conceito.”

Editoria de Arte/Folhapress
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse nesta quinta-feira que existem impressões “digitais e visuais” de que a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência foi beneficiada pelos casos de violação de sigilo fiscal na Receita Federal.

Em resposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse confiar no Fisco, o tucano afirmou que “a Receita está sendo prejudicada pelos arapongas do PT”.

“O problema é que os petistas conseguiram desprestigiar a Receita no país”, disse ele, após encontro com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que ontem esteve com Dilma.

O tucano afirmou ver uma “operação abafa-abafa” no Fisco para que nenhuma investigação seja levada a cabo e voltou a dizer que existe “aparelhamento” no órgão.

Serra relacionou novamente o caso da quebra de sigilo de pessoas relacionadas ao PSDB à violação do caseiro Francenildo dos Santos. “Francenildo somos todos nós. Ninguém pode se sentir seguro no país.”

O ex-governador de São Paulo atribui mais uma vez a responsabilidade das violações a Dilma, e chamou de “brincadeira” o pedido feito pela petista para que ele prove que ela tem alguma culpa. “Dilma é responsável porque é responsável pela campanha.”

FARC

Serra informou ter tratado do tema das Farc com o presidente da Colômbia, e avaliou que o governo brasileiro deveria classificar o grupo como “terrorista”. “Acho que o Brasil deveria explicitar esse conceito.”

Editoria de Arte/Folhapress

Serra insinua que envolvidos em quebra de sigilo aparecerão em ‘folha de pagamento’ do PT

DE SÃO PAULO

Em entrevista à rádio Jovem Pan, hoje à noite, o presidenciável tucano José Serra (PSDB) insinuou que, futuramente, aparecerão nomes de envolvidos na quebra de sigilo de tucanos e de sua filha, Verônica, na “folha de pagamento” do PT.

O tucano falava sobre os processos por calúnia movidos pelo PT contra ele, que vem responsabilizando diretamente o partido e a campanha da adversária Dilma Rousseff pelo acesso ilegal aos dados fiscais de sua filha e aliados.

Ele citou a prerrogativa da “exceção da verdade” em casos de processos por calúnia. Por esse instrumento jurídico, o suposto caluniador no caso, Serra tem a oportunidade de provar, durante o processo, a veracidade de suas afirmações.

“Depois vai ver fulano, cicrano na folha de pagamento, isso e aquilo. Na verdade, eles estão fazendo um golpe publicitário agora, que vai virar um bumerangue”, disse.

Serra ainda acusou o PT de usar os processos contra ele para desviar a atenção da imprensa sobre as quebras de sigilo em si.

“Os processos são tudo para inglês ver, agora no momento, para atrair a atenção e fazer com que os jornalistas perguntem essas coisas para afastar da questão principal”, afirmou.

Serra usa horário eleitoral para atacar Dilma e caso da quebra de sigilos

FOLHA DE SÃO PAULO

A maior parte do horário eleitoral do tucano José Serra exibido na noite desta quinta-feira foi usado para atacar Dilma Rousseff e o PT.

No programa de hoje foram desferidos os ataques mais contundentes e, pela primeira vez, ditos por Serra.

“Estou indignado com isso”, afirmou o tucano sobre a quebra do sigilo fiscal de sua filha, Verônica. “Eu jamais aceitaria ser presidente a qualquer preço”, completou.

Serra também comparou a quebra com o caso do caseiro Francenildo dos Santos Costa.

“Se continuar assim todos nós seremos fracenildos”, afirmou.

A abertura do programa também atacou aliados de Dilma como o ex-presidente Fernando Collor, exibiu reportagens sobre o caso da quebra de sigilo e lembrou outros escândalos do PT como o dos aloprados e do mensalão.

Até hoje, a propaganda tucana seguia o padrão atacar Dilma através de depoimentos de eleitores, na voz do locutor ou no final do programa.

A Folha havia informado que Serra gravou o depoimento por volta das 2h de hoje.

Na avaliação de tucanos, a suspeita de que o próprio governo tenha violado o sigilo de pessoas ligadas ao PSDB afeta o eleitor da classe média, onde a petista Dilma Rousseff tem registrado crescimento nas últimas pesquisas.

Muito ligado à filha, Serra tem manifestado irritação nas conversas com aliados. E esse estado de espírito deverá dirigir uma nova etapa do programa eleitoral.

Lula veta admissão de paternidade em caso de recusa a teste de DNA

Projeto de lei estabelecia ‘admissão tácita’, se suposto pai recusasse teste.
Atualmente, Justiça presume paternidade quando há recusa.

Ex-servidor só fala em sessão fechada

Técnico de informática que diz ter imagens comprovando encontro entre Dilma e Lina alega sofrer ameaças e exige depoimento fechado, apenas com os senadores.

Agência Estado – 31/8/2010 – 22h29

PSDB vai exigir a demissão do secretário-geral da Receita

FOLHA DE SÃO PAULO

O PSDB vai protocolar uma representação ao Ministério Público Federal pedindo a demissão do secretário-geral da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.

O partido responsabiliza o diretor pelas quebras em série de sigilo fiscal de pessoas ligadas a tucanos, entre eles a filha do candidato do PSDB à Presidência, Verônica Serra.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, deve dar uma entrevista coletiva em instantes para exigir a saída de Cartaxo.

É o mesmo que Collor fez com Lula, diz tucano

Carolina Freitas AGÊNCIA ESTADO – O Estado de S.Paulo

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, classificou o episódio da quebra de sigilo fiscal de sua filha, Verônica, como “ato criminoso”, culpou a campanha da petista Dilma Rousseff e comparou o caso com o que Fernando Collor de Mello fez em 1989 contra o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Collor levou para a TV o depoimento da mãe de uma filha de Lula, explorando uma história pessoal do rival petista, que acabou perdendo as eleições.

“A candidatura de Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que Collor fez com Lula em 1989. Pelo receio de que nós ganhemos a eleição, recorrem ao jogo sujo, ao jogo mais baixo”, disse Serra ontem, depois de um encontro com sindicalistas na capital paulista.

O tucano culpa o PT e a campanha de Dilma pelo vazamento dos dados fiscais de Verônica, dizendo que tomará providências judiciais para esclarecer a quebra do sigilo fiscal de sua filha. “São dois crimes. O crime contra a Constituição, que é quebrar o sigilo, e o crime de falsidade, por forjar documentos.”

Na madrugada de ontem, no Jornal da Globo, Serra também vinculou o episódio de Collor em 1989. “Utilizar filho dos outros para ganhar a eleição, é uma coisa que eu só tinha visto o Collor fazer com o Lula, lembra? Agora, a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando a minha filha, que é uma mãe de três filhos, trabalhadora, para tentar fazer chantagem. Aliás, quem sabe ele tenha transferido a tecnologia. Se eles fazem isso na campanha, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições”, disse o tucano na entrevista.

Ontem, ele esteve com representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Força Sindical, da Nova Central e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

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