Archive for June, 2009

Acompanhe os escândalos do Senado

Fonte: UOL

  1. Verba indenizatória secreta na Câmara e no Senado
  2. Castelogate, o deputado Edmar Moreira e sua segurança privada
  3. Agaciel Maia, diretor-geral do Senado, e sua mansão
  4. Horas extras nas férias para funcionários da Câmara e do Senado
  5. Chico Alencar (PSOL-RJ) contrata correligionário
  6. Diretor do Senado usava apartamento funcional para família
  7. Sarney utiliza seguranças do Senado no Maranhão
  8. Nepotismo terceirizado
  9. Tião Viana empresta celular à filha em viagem ao México
  10. Diretores no Senado: eram 181
  11. Assessora de Roseana Sarney também era diretora
  12. Renan emprega sogra de assessor no Senado, filho na Câmara, tem funcionários fantasmas e aliado recebendo verba indenizatória em Alagoas
  13. Filha de FHC trabalha de casa para senador
  14. Diretora de comunicação do Senado em campanha
  15. Deputado Alberto Fraga (DEM-DF) contrata empregada doméstica
  16. Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) contrata empregada doméstica
  17. Deputado José Paulo Tófano (PV-SP) contrata empregada doméstica
  18. Tasso Jereissati (PSDB-CE) e os loucos por jatinhos
  19. Gráfica do Senado imprime material de campanha
  20. Funcionários do senador Adelmir Santana (DEM-DF) prestam serviço a vice-governador
  21. Ministro Hélio Costa (PMDB, Comunicações) usa serviço de secretária paga pelo seu suplente no Senado, Wellington Salgado (PMDB-MG)
  22. Terceirização irregular no Senado
  23. Deputado Fábio Faria (PMN-RN) pagou viagens para Carnatal, inclusive para Adriane Galisteu
  24. Ministros-deputados usam passagens da Câmara
  25. Deputados fazem viagens internacionais pagas pela Câmara
  26. Câmara e Senado perdoam todos os delitos da “farra aérea” e fingem cortar gastos
  27. Viúva do senador Jefferson Péres (PDT-AM) recebe sobra de passagens em dinheiro
  28. Ministros do Supremo Tribunal Federal entram na cota de passagens da Câmara
  29. Senador Gerson Camata (PMDB-ES) acusado de uso de caixa dois
  30. Delegado Protógenes Queiroz voou com passagens do PSOL
  31. Membros do Conselho de Ética usaram passagens e ajudam financiadores de suas campanhas
  32. Fernando Gabeira (PV-RJ) deu passagens para família ir ao exterior e contratou mulher com verba indenizatória
  33. Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, também usou passagens para “familiares e terceiros”
  34. Ministro do TCU Augusto Nardes (ex-deputado) voa na cota do deputado Otávio Germano (PP-RS)
  35. Câmara pagou 42 passagens para ex-diretor do Senado João Carlos Zoghbi e família
  36. Senado paga motorista de ministro Hélio Costa (Comunicações) em BH
  37. Ciro Gomes (PSB-CE) reage à reportagem sobre passagens com xingamentos
  38. Gabinetes da Câmara negociam bilhetes de deputados com agências
  39. Senadores têm seguro saúde vitalício para a família
  40. Senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) usou assessor do Senado para compras particulares
  41. Ex-diretor de RH do Senado João Carlos Zoghbi usava empresas de fachada
  42. Deputado Eugênio Rabelo (PP-CE) usa cota aérea com time de futebol
  43. Deputados “clonam” prestação de contas
  44. Deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) pagou com verba indenizatória advogado que atuou em sua defesa no TSE
  45. 117 ex-deputados tiveram passagens aéreas pagas pela Câmara
  46. Senador Magno Malta (PR-ES) passou quatro dias em Dubai com dinheiro do Senado
  47. Senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC), Paulo Paim (PT-RS) e Osmar Dias (PDT-PR) usaram cota para voos ao exterior
  48. Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) cedeu passagens a primo e a 2 assessores
  49. Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) deu passagem para namorada ir ao exterior
  50. Senadores vivos ‘ganham’ ruas e avenidas em reduto eleitoral
  51. Funcionário preso do Senado recebeu salário por 5 anos
  52. Senado pagou 291 passagens para ex-senadores e até para dois senadores já mortos
  53. Câmara paga piloto de avião de ministro Geddel Vieira Lima (PMDB, Integração)
  54. Câmara paga 8 voos para investigado pela PF que é colaborador do empresário Fernando Sarney
  55. STF abre processo contra deputado acusado de atentado violento ao pudor
  56. Auxílio-moradia para comprar apto. E para quem não precisa: deputados Alexandre Silveira (PPS-MG) e Rita Camara (PMDB-ES) e senadores Gerson Camata (PMDB-ES), José Sarney (PMDB-AP), João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT)
  57. Efraim Morais (DEM-PB): 52 funcionários fantasmas e carro oficial para uso particular
  58. Servidor do PMDB no Senado que ganha R$ 15 mil mensais dá expediente em loja de móveis
  59. Funcionário envolvido em operação da PF é indicado para comissão no Senado
  60. José Sarney tem amigos, aliados e parentes contratados pelo Senado
  61. Senado usa mais de 600 atos secretos para criar cargos
  62. Senado indeniza empresa suspeita de irregularidade com R$700 mil
  63. Deputados ignoram regras da Câmara para pagar alimentação
  64. 350 funcionários do Senado têm salário maior que o de ministros do STF
  65. Valdir Raupp (PMDB-RO) aprova concessão de rádio que tem como sócio seu assessor
  66. Neto de Sarney opera no Senado crédito consignado, que é alvo da PF
  67. Fernando Collor (PTB-AL) usa verba indenizatória para vigiar Casa da Dinda e comprar quentinhas
  68. Nova diretora de RH do Senado entrou no emprego em trem da alegria

Comissão aprova redução da jornada de trabalho para 40 horas

fonte: UOL
Da Agência Câmara
Da Agência Brasil

Atualizado às 18h01

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a redução da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, aprovou por unanimidade nesta terça-feira (30) o relatório favorável à proposta apresentado pelo deputado Vicentinho (PT-SP) à Proposta de Emenda à Constituição PEC 231/95. A proposta, em tramitação há 14 anos no Congresso Nacional, também aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

A expectativa é que a PEC seja votada pelo plenário da Casa no início de agosto, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical. Cerca de mil representantes de entidades sindicais acompanharam a discussão.

A proposta terá que ser votada em dois turnos e para ser aprovada são necessários no mínimo 308 votos favoráveis. Aprovada na Câmara, a PEC será encaminhada para discussão e votação no Senado Federal.

A última redução do período semanal de trabalho ocorrida no país foi na Constituição de 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas. Para Vicentinho, a redução terá pouco impacto nas empresas, pois a média da duração do trabalho já é inferior às 44 horas previstas na Carta.

Além disso, o parlamentar afirma que, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a carga de 40 horas semanais, seguida da manutenção do patamar salarial, significará um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção.

De acordo com o vice-presidente da comissão especial, Carlos Sampaio (PSDB-SP), todas as audiências públicas realizadas pelo grupo levaram à conclusão de que a redução da jornada era importante e não prejudicariam o mercado de trabalho. “A alegação de que a redução [da jornada de trabalho] pode gerar demissões não é real. Ela pode implicar a criação de novas vagas. A aprovação da PEC é um ganho real para a sociedade”, disse.

Arthur Virgílio irá representar contra Sarney

José Sarney esquadrinhou o noticiário do final de semana com lupa. Festejou a ausência de novas denúncias contra ele.

Avaliou que o refresco atenuaria a crise que eletrificou o plenário na semana passada, culminando com o pedido de Pedro Simon para que renunciasse.

Engano. Nesta segunda (29), o líder tucano Arthur Virgílio (AM) deve voltar à tribuna. Promete anunciar a decisão de representar contra Sarney.

A exemplo do PSOL, Virgílio deseja levar o presidente do Senado ao Conselho de Ética. Move-se empurrado pelo noticiário que Sarney imaginara alvissareiro.

No início da semana passada, Virgílio discursara diante de Sarney. Dissera que o ex-diretor-geral Agaciel Maia recorria à chantagem para calar o Senado.

Julgava-se, ele próprio, alvo de chantagem. Mencionara episódios que Agaciel ameaçara divulgar para constrangê-lo.

Citara o reembolso de despesas médicas de sua mãe. Dissera ter sido socorrido numa viagem a Paris, quando um hotel rejeitara o seu cartão de crédito.

Ao esmiuçar os episódios em sua última edição, a revista IstoÉ levou ao caldeirão outro dado: Virgílio mantivera em seu gabinete, em situação irregular, um assessor.

Chama-se Carlos Alberto Nina Neto. Foi secretário particular do líder do PSDB. E recebeu contracheques do Senado num período em que morou no exterior.

Ouvido pela repórter Isabel Braga, Virgílio reconheceu o erro. E voltou a investir contra Agaciel:

“Cometo a idiotice de permitir que o filho de um grande amigo permaneça ligado ao meu gabinete por um tempo, uma imbecilidade, um gesto paternal equivocado…”

“…Agaciel queria que eu me calasse para ele continuar roubando o Senado. Vou pedir que o Conselho me investigue, não tenho nada a esconder”.

Além da investigação contra si próprio, o líder tucano decidiu pedir a abertura do processo contra Sarney, que identifica como padrinho e protetor de Agaciel.

Na quarta-feira (2), será a vez de o PSOL protocolar representação contra Sarney.

No mesmo documento, o partido presidido por Heloísa Helana pedirá que sejam investigados também dois ex-presidente: Renan Calheiros e Garibaldi Alves.

Antes de aportar no Conselho de Ética, o par de representações terá de ser aceito pela Mesa diretora do Senado. Uma Mesa presidida por Sarney.

Há, de resto, um segundo obstáculo a ser transposto. Imerso em crise ética, o Senado está, desde março, sem Conselho de Ética.

Quem abre a “janela” dedicada ao conselho no portal do Senado na web depara-se com o seguinte aviso: “Colegiado aguardando instalação”.

O Conselho de Ética do Senado tem –ou deveria ter— 15 membros efetivos e 15 suplentes. O mandato dos últimos integrantes expirou em março.

Quem se anima a buscar pelos nomes dos novos membros dá de cara com um quadro “atualizado em 2 de abril de 2009. Os espaços dedicados aos nomes estão vazios.

fonte: UOL

Obras paralisadas do PAC envolvem R$ 1,9 bilhão

A situação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) consideradas em estado “preocupante”, pela própria Casa Civil da Presidência da República, saltou de 1% para 2%, no último trimestre do ano passado. Com isto, empreendimentos de mais de R$ 1,9 bilhão estão parados por conta de atrasos na execução dos projetos (veja tabela). Os maiores problemas são encontrados no eixo de Logística, que abrange obras em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos. Em relação ao valor, o eixo de infra-estrutura de transporte é responsável por 45% do total de obras com elevado risco de atraso no cronograma, isto é, projetos com selo vermelho, ou preocupantes, conforme conceitos atribuídos pela Casa Civil. Cerca de R$ 860 milhões estão envolvidos neste segmento. Três ações em aeroportos estão paralisadas. Além da revitalização do sistema de pistas e pátios do aeroporto de Guarulhos, encontram-se na mesma situação a construção do novo terminal de passageiros do aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, e a ampliação do pátio e viabilização de um novo terminal de passageiros no aeroporto de Macapá, capital do Amapá. O investimento previsto para estas ações chega a R$ 786,2 milhões. No caso de Guarulhos, 51% das obras foram concluídas antes do embargo no primeiro trimestre de 2008. A providência adotada pelo Comitê Gestor do PAC, encabeçado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi negociar com o consórcio responsável pelas obras para que os trabalhos sejam retomados até o próximo sábado (28). Até 2011, a expectativa é que seja realizado todo o trabalho de reestruturação do aeroporto. Em Vitória, onde a paralisação dura sete meses, 37% das obras no terminal aeroportuário foram executadas, compreendendo a conclusão das fundações e estruturas da Torre de Controle, grupamento de navegação aérea e edifício do Corpo de Bombeiros, além da terraplanagem no pátio de aeronaves. A previsão é que as obras sejam retomadas também até o próximo sábado, com data de conclusão para 2013. Em Macapá, por sua vez, os trabalhos estão paralisados desde junho de 2008, inclusive com revisão da data de conclusão para o final de 2011. Antes do embargo, foram executados 39% do conjunto de obras previstas no local, compreendendo operações no pátio de aeronaves e a terraplenagem das pistas de táxi. Ainda no eixo logístico, no setor de portos o principal problema diz respeito à revitalização dos berços de atracação – berço 101 e 102 e da retroárea – do porto de Itaqui, no Maranhão. Para a obra foram direcionados R$ 73,4 milhões, mas até o embargo só foram concluídas 41,6% das ações. O motivo da paralisação se deve ao fato de que o consórcio responsável pelos trabalhos apresenta condicionantes para a remobilização. Mas a retomada das obras está prevista para a primeira quinzena do próximo mês. Contudo, nominalmente, a ação que envolve os maiores valores é a construção da Usina Hidrelétrica de Pedra Branca, entre os estados de Pernambuco e Bahia, com aproveitamento hidrelétrico no rio São Francisco. A obra do eixo energético, prevista para terminar no segundo semestre de 2016, vai demandar R$ 736 milhões. A restrição ao projeto refere-se ao fato de que a demarcação proposta para as terras indígenas da região pode afetar parte do reservatório da usina. Os responsáveis pelos estudos de implantação da usina são as empresas Desenvix, Chesf e Odebrecht. Em relação às obras de infra-estrutura social e urbana, a construção do sistema de esgotamento sanitário da cidade de Porto Velho, em Rondônia, está com grande atraso já na elaboração do projeto, além de atraso na assinatura do contrato de financiamento da ação. A previsão de conclusão do empreendimento, que universaliza o atendimento à população urbana da sede do município, é para o segundo semestre do próximo ano. Nesta ação estão envolvidos R$ 319,4 milhões. O responsável pelos trabalhos que devem atender a 130 mil famílias é o governo do estado de Rondônia. O início das obras está previsto para a primeira quinzena de abril, já que até a paralisação, os trabalhos estavam ainda na fase de elaboração dos projetos. Situação de alerta As obras com selo amarelo, que indica atenção, representam 7% do total de obras em quantidade e 4% quando se trata de valores. O amarelo significa que há um pequeno atraso ou um risco potencial de atraso. O destaque fica por conta das obras de geração de energia com as usinas hidrelétricas de Baixo Iguaçu, no Paraná, e Pai Querê, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A usina de Pai Querê está prevista para ser concluída em junho de 2012. O total de investimentos previstos para a obra chega a R$ 968,9 milhões. Duas pendências podem comprometer os trabalhos, uma é definição da categoria de unidade de conservação para a proteção do corredor ecológico que ainda não havia sido feita. O outro impedimento diz respeito aos estudos de fluxo gênico da ictiofauna – conjunto das espécies de peixes –, que ainda não foram concluídos. A obra é tocada pelo consórcio empresarial Pai Querê, formado pelas empresas Votorantim, DME e Alcoa. Já a usina Baixo Iguaçu tem investimento previsto de R$ 1 bilhão. O selo de atenção refere-se ao recurso interposto pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que suspendeu a liminar concedida ao grupo empreendedor do projeto para a realização das obras. Com isto, foi interrompido o processo de licenciamento. Agora, o governo aguarda julgamento do recurso. Mas apesar do selo de atenção, a finalização do projeto está prevista para o final de 2012. Balanço Nos dois anos do PAC foram concluídas 270 ações, o que representa investimentos de R$ 48,3 bilhões. São 124 ações dos eixos de logística e social-urbano, além de reformas em aeroportos, portos e hidrovias, metrôs, ligações elétricas e redes de água e esgoto. Na área energética estão prontas 146 ações, entre geração de energia, linhas de transmissão, gasodutos, refinarias, estaleiros e embarcações da Marinha Mercante.

Amanda Costa Do Contas Abertas

Servidores de São Bernardo dão início a ‘processo de greve’

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

Diante da negativa da Prefeitura de São Bernardo em oferecer reajuste salarial aos servidores do município, a categoria ameaça entrar em greve geral na próxima semana. Em duas novas reuniões com representantes do Executivo – quinta-feira e sexta-feira -, o presidente do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de São Bernardo, Carlos Roberto Silva, o Ketu, voltou a ouvir a proposta de 0% de reajuste.

Na sexta-feira, em assembleia com os funcionários, ele classificou como “decepcionante” a atitude da administração. “As negociações não avançaram, pois a Prefeitura não se sensibilizou com nossa situação. A ideia da greve vai amadurecer durante a semana, mas já estamos iniciando o processo de greve”, afirmou Ketu.

Para quarta-feira, está prevista manifestação na Igreja Matriz. No sábado, os servidores prometem uma caminhada do Paço à Matriz.

Já são três meses de negociação entre o Sindserv e a Prefeitura. Nesse período, cerca de dez reuniões foram realizadas e nada foi resolvido, pois nenhuma proposta foi efetivada. Um dos principais argumentos dos trabalhadores foi a planilha de finanças do primeiro quadrimestre, apresentada em audiência pública por técnicos do Executivo.

“Tudo que era relacionado à questão financeira foi ignorado. Houve diminuição de gastos e aumento de receita. A administração poderia ter feito esforço maior. Faltou vontade política”, reclamou Ketu, na oportunidade.

A situação entre os funcionários públicos e a administração se agravou no dia 16, data-limite para que o Executivo fizesse uma proposta de melhoria salarial. Na ocasião, porém, a Prefeitura ofereceu 0% de reajuste. Nem mesmo a correção da inflação nos últimos 12 meses, avaliada em aproximadamente 6,5%, foi ofertada.

Também não foram atendidos pedidos do Sindiserv referentes a benefícios – a pauta de reivindicações possui 14 itens. O valor do vale-transporte pago atualmente é de R$ 78. O sindicato propôs que, ao menos, sejam garantidos os R$ 2,50 das passagens de ônibus de ida e volta, o que elevaria o auxílio para, no mínimo, R$ 100 mensais. A reivindicação de dobrar o repasse do auxílio-alimentação também foi ignorada. A categoria pretendia elevar os atuais R$ 5,50 por refeição para R$ 11.

A Prefeitura efetivou proposta apenas para uma parte do funcionalismo. O Executivo ofereceu aumento de 6% para servidores em regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) com piso de R$ 516, que elevaria em somente R$ 30 os vencimentos.

Diante da situação, o Sindserv organizou manifestações. Na quarta-feira pela manhã os trabalhadores paralisaram as atividades e protestaram em frente ao Paço. Cerca de 2 mil funcionários aderiram à greve parcial. À tarde eles voltaram ao trabalho.

O sindicato também distribuiu 30 mil panfletos à população explicando a situação dos servidores. A greve geral sempre foi tratada com cautela, mas nunca descartada.

“Isso é ruim para os trabalhadores, para a Prefeitura e para o sindicato. Não queremos isso. Esperamos resolver no diálogo”, frisa Ketu.

Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que, no período de 1997 a 2007, a defasagem salarial dos funcionários públicos de São Bernardo chegou a 46%. A folha de pagamento é de R$ 450 milhões anuais.

Prefeito de SBC tem problemas na administração pública nos primeiros 6 meses.

Nos primeiros 6 meses de governo à frente da prefeitura de São Bernardo do Campo, o Prefeito Luiz Marinho (PT), enfrenta problemas com os servidores públicos, Câmara Municipal e é avaliado negativamente nos bastidores pelos próprios companheiros do partido.

Na quarta-feira dia 24 de junho de 2009, uma manifestação dos servidores públicos em pró à um reajuste salarial que lhes foi prometido em campanha, paralisou 2000 servidores públicos por meio período com passeatas em torno da praça Samuel Sabatini, sede da prefeitura de São Bernardo do Campo. Às 8:30 da manhã, o prefeito chegou para trabalhar e encontrou alguns funcionários na entrada do Executivo, protegido por guardas municipais evitou contato com os servidores. Marinho impediu a aproximação de uma funcionária o que gerou o principio de um tumulto. Em seguida, o prefeito virou as costas para os trabalhadores e entrou no elevador que dá acesso ao 19° anda, onde fica seu gabinete.

Levando em consideração que foi presidente do sindicato dos Metalúrgicos em 1996 e reeleito para mais duas gestões (1999-2002 e 2002-2003) e também foi presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Ministro do Trabalho e Previdência no governo Lula, o prefeito Luiz Marinho está agindo completa e antagonicamente às posições que ocupou e contra principalmente a quem o elegeu.

No mesmo dia a câmara de vereadores rejeitou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), sem acordo para as questões polêmicas do texto a bancada de oposição evitou a efetivação do 11° voto favorável (maioria absoluta) em mais uma manobra política.

Os dez parlamentares de sustentação votaram a favor da propositura, que ainda teve nove votos contrários, Vandir Mognon (PSB) optou pela abstenção e evitou o empate em dez a dez, que levaria o presidente da Casa, Otávio Mantente (PPS), a conferir seu voto de minerva a favor da propositura.

Foi o quarto projeto do Executivo rejeitado neste ano, o que demonstra o insucesso do governo Luiz Marinho (PT) na relação com o Legislativo. Os outros foram três peças da reforma administrativa e um empréstimo junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Na terça-feira, os vereadores debateram a LDO por mais de dez horas, em quatro sessões seguidas, uma ordinária e três extras – a plenária começou às 9h e terminou pouco depois das 19h. O final foi o mesmo de outras ocasiões: a bancada de oposição fez jogo duro e reclamou da redação do projeto e a situação colocou a culpa nos adversário pela desaprovação de mais uma proposta.

Os debates acerca da LDO tiveram três pontos fundamentais. O primeiro deles foi apresentado pelo grupo oposocionista ainda pela manhã. Segundo os vereadores do PSB, PMDB e PSDB, Marinho não cumpriu a determinação do artigo 45, parágrafo único, da Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com a legislação, era necessário o envio de relatório das obras e projetos da gestão anterior que terão continuidade na atual administração. A declaração teria de ser protocolizada na Câmara antes da LDO, que fora entregue dia 30 de abril.

“Seria a garantia do andamento dos serviços. Mas não consta no processo”, relatou Tunico Vieira (PMDB). O impasse foi resolvido após explicações da diretora da Secretaria da Fazenda, Fernanda Pim, e a formulação do relatório do setor jurídico da Casa considerando atendida a exigência.

Os outros debates foram acerca dos artigos 12 e 28 da LDO, para os quais foram apresentadas emendas por parte da oposição. O primeiro versava sobre projeções financeiras futuras que despertaram desconfiança dos parlamentares. Este, entretanto, foi superado.

O segundo, mais polêmico, autorizava a Prefeitura a celebrar convênios sem passar pelo crivo da Câmara. “Era um cheque em branco”, afirmou Admir Ferro (PSDB), que sugeriu a retirada do artigo. Sem consonância, o projeto foi para votação e acabou rejeitado.

Nos seis meses em que esteve à frente da prefeitura de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT) mostrou-se inerte, sem concretizar nenhum projeto importante. Nos bastidores, o início de gestão improdutiva vem sendo criticado pelos próprios aliados do petista e, inclusive, por integrantes da alta cúpula do governo federal, ex-companheiros de Marinho (de julho de 2005 a junho de 2008 foi ministro do Trabalho e da Previdência).

Segundo Admir Ferro (PSDB), vereador de SBC e integrante à bancada de oposição, nesses seius meses de mandato “Marinho é o prefeito mais inoperante da história da cidade”. “Criou poucos projetos e tirou muitos serviços que vinham dando certo.”

Resumo das notícias do Diário do Grande ABC de 25/06/2009 – página 3 do caderno 1.

Democracia e união

No dia 27 de junho de 2009, foi eleita pela primeira vez, através do voto direto, a nova executiva e conselho da Juventude PSDB da Capital,  inscreveram-se tres chapas, sendo a primeira chamada de “Novos Rumos” encabeçada por Alex Dário, a segunda “Juventude Atitude” encabeçada por Luiz Fernando Alfredo e a terceira chamada “Fidelidade Tucana” encabeçada por Alexandre Guilherme Souza Silva. Durante o processo, houve a impugnação da chapa “Juventude Atitude” e de um membro da Chapa “Novos Rumos” por inconformidades ao processo eletivo.

Resolvidas as pendências a chapa “Novos Rumos” conseguiu seguir com sua candidatura e juntamente com a Chapa “Fidelidade Tucana” levaram um pleito tranquilo e democrático. Ao final da contagem de votos a Chapa “Novos Rumos” foi eleita com 73 votos, a Chapa “Fidelidade Tucana” com 27 votos e foram contados 8 votos nulos e 1 voto impugnado pela chapa “Fidelidade Tucana”.

Desta forma os 34 integrantes da Chapa “Novos Rumos” foi eleita e que são eles:

Chapa Novos Rumos

Presidente: Alex Dário

Vice-Presidente: Ronaldo Lino

2° Vice-Presidente: Davi Alves da Silva

1° Secretaria: Karina Maria da Silva

2° Secretaria: Marcello Penteado de Toledo

1° Tesoureiro: Inaiara Milhoumem Camara

2° Tesoureiro: William Tadeu Barbosa

Conselho Político:

1. Elias Tavares

2. Luciana Feldman

3. Anderson Gonçalves dos Santos

4. Rubens de Souza Correa

5. Silmara Menezes Paganini

6. Mario Henrique Anunciação Lemos

7. Victor Mendonça de Almeida Ferreira

8. Carlos Rogério Gobbe

9. Thiago Antunes Cavalca Reis Lobo

10. Cristiano Ribeiro de Souza

11. Lilian Rodrigues da Silva

12. Aline Nascimento Barrozo Torres

13. André Pescarmona Torrado

14. Gabriel Henrique Ferreira da Silva

15. Janaína Dias Zaghini

16. Cynthia Seiffer Melazzo Ferraz

17. Fábio Duenhas da Silva Feliz

18. Kelli Aleksandra Fernandes dos Santos

19. Juliana Oliveira Borges

20. Luana Chuab Accurcio

21. Anna Paula Satie Salto Braga Souza

22. Tânia Ferreira Moraes

23. AnaPriscila Correa

24. Douglas Santos Ribeiro

25. Alessandro da Rocha Lopes

26. Tatiana Tucunduva Phillippi Cortese

27. Shirley Gonçalvez do Prado

A chapa vencedora terá que fazer o regimento interno da JPSD da Capital e seu Presidente, Alex Dario, comprometeu-se em ampliar este quadro de conselheiros, bem como aumentar a participação dos novos filiados dentro do partido, dando oportunidade às minorias e criando núcleos universitários e agremiações estudantis, além de fortalecer os secretariados do PSDB estimulando os jovens a participarem dos núcleos como “PSDB Mulheres”, “Tucanafro” e outros.

Parabéns à nova executiva da Juventude e ao seu conselho político, esperamos muito desses novos rumos.

Chapa Novos Rumos - Vencedora do Pleito da JPSDB da Capital de 2009

Chapa Novos Rumos - Vencedora do Pleito da JPSDB da Capital de 2009

Olá a todos!

Este é meu novo Blog, aqui pretendo discutir assuntos políticos e sociais do Estado de São Paulo, bem como, expor minhas opiniões, publicar algumas matérias e eventos políticos e da própria sociedade.

Espero que gostem!

Sejam muito bem vindos e aproveitem!

William Ferraz