Peter Rosenfeld: “Ensino (Educação)”
ENEM – Há muitos e muitos anos, nossas universidades, tanto as federais como estaduais e particulares, realizam exames vestibulares para selecionar os candidatos que reúnam condições de conhecimento suficientes para nelas ingressar.
Até o início do triste governo do Sr. da Silva, a ninguém era dada a preferência, o que significava que os mais aptos, os que conheciam melhor as matérias, eram os aprovados.
Durante a triste e malfadada gestão à frente do Ministério da Educação do Sr. Tarso Genro, foi instituído o regime de quotas especiais para certos grupos: afro-descendentes (antes simplesmente designados por negros), deficientes físicos, egressos de estabelecimentos de ensino oficiais(o Sr. Genro e seu chefe decidiram que o ensino público tinha deficiências, razão pela qual caberia reservar uma quota especial para os que dele fossem originários…).
As matérias e as questões apresentadas nesses vestibulares eram diferentes de instituição para instituição, o que reconhecia a distinta variedade de características regionais e, mesmo, locais.
O atual governo (minúsculas propositais), continuando suas trapalhadas no segmento ensino, resolveu unificar nacionalmente a prova de seleção, instituindo o chamado ENEM(Exame Nacional de Ensino Médio).
Como era de esperar, o sistema todo foi às favas, ficou total e completamente desmoralizado.
Começando pela elaboração das questões, idênticas nacionalmente. É perfeitamente compreensível que isso seja um absurdo, já que certos termos têm um significado no norte e nordeste do País e significa algo totalmente distinto no sul! Além de as culturas em geral serem distintas.
Em segundo lugar, os burrocratas que trataram do assunto não deram qualquer atenção ao problema da segurança, com a conseqüência que o teor das questões vazou e alguns milhares de provas tiveram que ser anuladas, com custo gigantesco, além de causar um atraso na data da realização da prova.
As novas provas foram impressas, distribuídas e submetidas aos candidatos. Fácil de imaginar quanto tinha aumentado a tensão dos examinandos, em uma ocasião em que deveriam estar tão tranqüilos quanto possível para poderem se concentrar nas questões que lhes foram submetidas.
Eis que surge um novo problema, que poderia ter sido evitado não fossem os idealizadores do sistema pessoas absolutamente incapazes, graças à admissão desenfreada das mesmas, pois o que vale agora é aparelhar o Estado nomeando gente “confiável”; nada de querer saber se o admitido é competente ou não !
Não existe um critério único, nacional, para correção das provas; ademais, não foi dada orientação adequada e suficiente para as pessoas chamadas para realizar a tarefa.
O processo todo, além de estar muito atrasado, está completamente desmoralizado !
Se tivesse um pouco de amor próprio e de vergonha, o Ministro da Educação, Sr. Fernando Haddad, já teria renunciado ao cargo. Claro que sequer pensa em fazê-lo…
Há não muito tempo, veio-me à mente um pensamento que fica cada vez mais claro em minha cabeça: um governo como esse, que governou o País nos últimos sete anos, que tem propalados 80% de apoio popular, não pode ter qualquer interesse em que o povo se instrua para atingir índices míninos de conhecimento.
Se tivesse, o Sr. da Silva certamente não contaria com essa propalada aprovação, pois parte mais significativa dos votantes saberia distinguir o joio do trigo.
Por que ?
Muito simples: desses 80% de aprovação, a maior parte (certamente mais de 50%) são analfabetos, que votam, de acordo com a atual Constituição; outros muitos, classificados de alfabetizados, o são porque sabem garatujar seus nomes e ler algumas poucas palavras. Aí, a atração e a aprovação se dão pelo fato de o Sr. da Silva ser um excepcional demagogo, carismático como poucos.
Os restantes são esquerdistas convictos, que não têm o menor interesse no bem estar geral; querem porque querem um regime de força, autoritário, sem as mais simples liberdades, exceto a de trabalhar como um quase escravo. Sempre votou no PT.
Esses últimos não se dão conta, que o comunismo no mundo se auto-destruiu, por seus muitos defeitos, que são inerentes à esquerda.
Esses compõem os famosos 30%, com que o PT conta sistemática e automaticamente em cada eleição.
Se esses votantes fossem instruídos e soubessem discernir, certamente a esquerda perderia a maior parte de seus eleitores, como aconteceu mundialmente, salvo as poucas exceções conhecidas.
Eis a razão pela qual esse governo não tem o menor interesse em que o povo seja instruído. Daí continuarmos pessimamente colocados em qualquer análise sobre os níveis de instrução nos países do resto do mundo.
Pobre Brasil, que terá que optar entre um socialista instruído (Sr. José Serra), mas sempre socialista, e uma ex-guerrilheira comunista.
Fonte: Prosa e Política






